Conferências Fiocruz Brasília, PesquisaSUS - 1º ENCONTRO CIENTÍFICO DE PESQUISAS APLICADAS ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS EM SAÚDE

Tamanho da fonte: 
REVISÃO DE ESTUDOS SOBRE ANTIVIRAIS DE AÇÃO DIRETA (AAD) PARA TRATAMENTO DA HEPATITE C CRÔNICA GENÓTIPO 1.
Geovana Bárbara Mendes, Priscilla Magalhães Loze, Alexander Itria

Última alteração: 2015-11-24

Resumo


INTRODUÇÃO: O vírus da Hepatite C (VHC) foi identificado pela primeira vez em 1989 em indivíduos com Hepatite não A e não B. A infecção pelo VHC é a principal causa de doença hepática crônica podendo culminar em insuficiência hepática, cirrose e carcinoma hepatocelular. Atualmente, uma série de novos medicamentos anti-Hepatite C tem sido lançados, os chamados antivirais de ação direta (AAD). Esses se propõem ser mais eficazes e seguros que a terapia padrão baseada em Interferon peguilado e Ribavirina. OBJETIVOS: Revisar estudos que utilizaram AAD na terapia contra o VHC, para avaliar a eficácia e possível superioridade terapêutica desses agentes frente àqueles utilizados na terapia padrão. METODOLOGIA: Hepatitis C, Genotype 1 e Direct-acting antiviral agent foram os descritores utilizados para busca na base de dados PubMed. Foram selecionados artigos publicados nos anos de 2012, 2013 e 2014 que apresentavam ensaios clínicos utilizando antivirais de ação direta (AAD) com ou sem ribavirina, desde que houvesse pelo menos um grupo de pacientes tratados somente com AAD. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: O marcador de resolução definitiva da infecção pelo VHC é a Resposta Virológica Sustentada (RVS). As RVS médias obtidas nos estudos com AAD variaram entre 85% e 96%. A ocorrência de eventos relacionados com resistência a terapia variou de 8%, nos indivíduos que utilizaram Inibidor de Polimerase Nucleosídico, a 13,10% nos que usaram Inibidor de Protease. Fadiga, náusea e dor de cabeça foram os efeitos adversos mais frequentemente associados ao uso dos AAD. A duração das terapias variou entre 3 dias e 40 semanas, sendo a duração de 12 semanas a mais prevalente. Todos os esquemas terapêuticos eram administrados pela via oral, podendo ser utilizados 1, 2 ou 3 vezes ao dia. Os estudos revisados apresentaram altas porcentagens de cura da Hepatite C quando da utilização dos AAD, valores bastante superiores aos obtidos com o esquema de Interferon peguilado e Ribavirina. O que acredita-se estar relacionado com maior potencial antiviral bem como a características desses medicamentos que proporcionam maior comodidade posológica, como menor duração da terapia, administração pela via oral, bom perfil de segurança e tolerabilidade. CONCLUSÃO: Os AAD constituem promissora ferramenta no tratamento da Hepatite C crônica. No entanto são necessários estudos com populações maiores, que compreendam principalmente pacientes previamente tratados e que sejam conduzidos por pesquisadores isentos de financiamentos pela indústria farmacêutica.


Palavras-chave


Antiviral de ação direta; Hepatite C crônica; Genótipo 1.